Na incerteza do desejo, perdido na imensidão dos anceios.
Quando o básico é quase intangível, a dor é o que mostra a realidade.
As palavras, colocadas em ordem, não fazem sentido. Não que quando embaralhadas, na vasta dúvida do "eu", façam.
A eterna busca pelo olhar, que não fique só no olhar; pela ação que seja capaz de mudar a falta de atitude.
Dói quando a esperança se limita, quando só se vê futuro na vida profissional, quando o afeto só pode ser dado aos amigos e à familia.
A vida estagnada, tudo ao redor se desenvolve; a novidade que é sempre questionada, mas que nunca existe. O marasmo....
O silêncio é o caminho mais fácil, quando não se quer transparecer ser alguém triste, perdido. Ser vitima, não é a vontade de nenhum personagem da vida real.
Estar cercado de pessoas felizes, em lugares animados, com luzes alucinantes, e se sentir vazio...
O eco dentro do peito dói, como se cada badalada do sino acertasse o frágil coração.
Já está exaurido de sofrer, de lutar, de buscar... a batalha já não mais desperta a vontade de antes. O caminho parece guiar para um lugar distante do que, um dia, se pretendia chegar.
Contentar-se com a felicidade dos outros é o mais próximo de viver a própria felicidade.
A música, em tons melancólicos, acaba se tornando o acalanto e a trilha sonora de uma vida perdida.
Tentar entender a si mesmo, não saber nem por onde começar a procura, é um criptograma sem solução. Onde cada tentativa equivocada leva à frustração.
A tristeza quase não é notada, a rotina é tumultuada, as realizações profissionais são satisfativas, os amigos são fortalezas.... mas a tristeza continua sendo a essência, mesmo que invisivel aos olhos.
Não há choro, não há pena de si. Apenas o MEDO... de os dias passarem, e tudo permanecer igual.
"Can't you hear my call?
Are you coming to get me now?
I've been waiting for,
You to come rescue me,
I need you to hold,
All of the sadness I can not,
Living inside of me." (Sia - I'm Here)